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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Aborto : não há argumentos. Pr.Silas Malafaia.


Fernanda Brum - Aborto não

aborto nunca

Certo dia uma jovem bem jovem me disse:
'Fernanda estou grávida, e agora?'
Suas mãos eram negras e frias
Tremiam suavam, buscavam as minhas mãos
Ela me revelou que chorava e pensava em aborto
Ela me revelou que chorava e pensava em morte
Ela me revelou que chorava e pensava no cara
Sozinha, chorava.
Eu sei como difícil pode ser
A dor de quem não fez por merecer,
Eu sei o que é querer e não poder
O que é sonhar com uma criança em meu ventre
Falei do sonho que era conceber
Contei quantos perdi sem merecer
Chorei, e implorei em oração
Não mate essa criança inocente
Ela foi escolhida dentro do teu ventre.
Eu sou a voz que você nunca ouviu
Mamãe, o beijo que nunca te traiu
Eu sou e quero ser como você
Serei seu maior presente, me deixa nascer!

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Entre 70 a 80% das mulheres que fizeram um aborto nunca o tinham feito

Referendo que despenalizou o aborto faz esta terça-feira sete anos
Números da DGS mostram que é residual a percentagem de mulheres que praticam muitos abortos FOTO: NELSON GARRIDO
Uma clara maioria das mulheres que fizeram um aborto ao longo dos últimos sete anos nunca tinham feito uma intervenção semelhante. Em 2012, segundo os relatórios da Direcção-Geral de Saúde (DGS), das 18.408 mulheres que abortaram por opção, 73,9% nunca tinham realizado anteriormente uma interrupção de gravidez. Nos seis anos anteriores, a percentagem não varia muito, chegando a aproximar-se dos 80%.
O relatório da DGS relativo a 2012, mostra ainda que 20,4% das mulheres que abortaram nesse ano já tinham realizado uma interrupção de gravidez anterior, sem, contudo, especificar se o aborto anterior fora por razões médicas ou por opção. Apenas 1,5% das mulheres já tinham realizado três ou mais interrupções de gravidez ao longo da sua idade fértil.
Em 2011 a DGS registou 19.921 interrupções de gravidez por opção da mulher. Destas, 74,1% nunca tinham interrompido uma gravidez. Por outro lado, 20,4%, ou seja 4.061 mulheres, declararam que já tinham feito um aborto anteriormente. As mulheres que já tinham feito duas interrupções de gravidez eram apenas 4,18% do total.
Recuando a 2010, o cenário não varia muito. Dos 19.560 abortos até às dez semanas feitos nesse ano por opção da mulher, 75,5% referiam-se a mulheres que nunca tinham realizado anteriormente uma interrupção de gravidez. No mesmo período, 19,4% das mulheres já tinham realizado um aborto e 3,8% tinham realizado dois ao longo da sua vida fértil.
Em 2009, houve 19.222 abortos por opção da mulher, sendo que em 79,1% dos casos as mulheres não declararam nenhuma interrupção de gravidez anterior. A percentagem das mulheres que já tinha feito um aborto era de 16,9%, descendo para os 3,1% os caso de mulheres que declararam já ter feito dois abortos.
Em 2008, no segundo ano de vigência da lei n.º16/2007, de 17 de Abril, houve 18.014 abortos por opção da mulher, sendo que 80,3% nunca o tinham feito anteriormente. Já no período entre 15 de Julho e 31 de Dezembro de 2007, houve 6.107 abortos por opção da mulher, sendo que 79,2% das mulheres se encontravam pela primeira vez naquela situação, ou seja, nunca tinham feito um aborto.

Argumentos contra o aborto
  • Hoje em dia só engravida quem é mesmo irresponsável. Promovendo o Planeamento Familiar não é preciso despenalizar o aborto.
  • Fazer um aborto é um atentado contra a vida humana.
  • Nenhuma mulher foi parar à prisão por ter recorrido ao aborto.
  • Um feto é uma "pessoa", semelhante a nós, com iguais direitos.
  • O aborto legal deixa as mulheres à mercê de todo o tipo de pressões.
  • O aborto legal vai congestionar os serviços de saúde.
  • A despenalização do aborto vai provocar o aumento do número de abortos.
  • O aborto é um pecado. É mau e imoral.

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TOMANDO POSIÇÃO PERANTE A QUESTÃO DO ABORTO 1. A questão do aborto não é, nem nunca foi questão religiosa, senão na medida em que é questão humana e da natureza humana. Não é, pois, necessário fazer apelo a princípios religiosos para repudiar vivamente tanto a prática como a despenalização do aborto. 2. O aborto é, de maneira cientificamente indiscutível, um atentado direto à vida humana, à vida de um ser humano procriado, em gestação e indefeso. Representa, pois, uma hipocrisia o uso da expressão "interrupção voluntária da gravidez", que só significa morte de um novo ser, como a discussão entre os patrocinadores do aborto, contra todas as conclusões da Medicina, sobre se o crime deve ser cometido com mais ou menos dias, com mais ou menos meses de gestação. 3. Todos os argumentos apresentados numa perspectiva humanitária e de bem social para admitir o aborto são meios de iludir gravemente a questão. Não são razões que podem justificar, como regra, a supressão, de natureza racista, que o nazismo usou para fundamentar o direito de matar velhos e doentes. 4. Não ignoramos nem queremos esconder os graves problemas sociais que estão na base do aborto clandestino. Para combatê-los, não é admissível mascará-los com o direito ao crime, em vez de ir às suas causas. Urge a continuação de tomada de medidas positivas de natureza humana, social e ética (planejamento familiar, apoio à mãe solteira, o desenvolvimento da instituição da adoção, o incremento de correta assistência social, atenção construtiva aos fatores de desagregação moral na família e na educação etc.). 5. Também é lamentável a confusão que se faz enumerando o aborto como um dos meios possíveis de limitação da natalidade. Não é. É, sim, um meio sofisticado de condenar à morte um ser inocente. Isso não quer dizer que não alertamos também para a necessidade de proibir o comércio de anti-conceptivos que são de natureza abortiva. 6. A legalização do aborto é também um dos mais graves atentados contra a mulher - quando pugna pelos seus direitos e é ludibriada a julgar que naqueles se contém o de abortar -, pois a torna um objeto da irresponsabilidade masculina e é impelida a ser autora do crime em que terá a menor culpa. Atribuir-lhe o direito de amputar o corpo é duplamente falso: ninguém deve-se considerar com direito a cortar um braço, e o seu filho não é o seu corpo mas um novo ser com direito à vida. 7. Finalmente queremos deixar bem claro que a nossa condenação absoluta do aborto nada tem a ver com a condenação de pessoas concretas. Desde sempre, e com muito mais razão com o aperfeiçoamento do nosso ordenamento jurídico, cada pessoa merece ser considerada como tal, quer no plano da moral quer no do Direito. O crime pode existir e, não obstante, pode-se absolver quem o praticou, dadas as circunstâncias que envolvam tal prática. Boletim do Movimento Equipes de Nossa Senhora Maria Manuela e Augusto Lopes Cardoso Responsáveis Nacionais das Equipes de Nossa Senhora - Portugal


sábado, 30 de março de 2013


Mãe que trabalha não afecta comportamento da criança
Estudo britânico
28 Setembro 2011
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As mães que trabalham fora de casa não causam nenhum dano social nem emocional significativo aos seus filhos, de acordo com um estudo britânico.

Os resultados provém de informação retirada do Millennium Cohort Study UK, que também verificou que as crianças parecem mais equilibradas quando tanto a mãe como o pai têm trabalho remunerado e vivem em casa com os seus filhos.

"Alguns estudos têm sugerido que o facto de as mães trabalhem (ou não) no primeiro ano de vida da criança possa ser particularmente importante para os resultados subsequentes", segundo a líder da investigação, Anne McMunn, num comunicado de imprensa do Conselho de Investigação Económica e Social, que financiou a pesquisa.

"Neste estudo não verificámos qualquer prova de influência nociva a longo prazo sobre o comportamento da criança pelo facto de a mãe trabalhar no primeiro ano do bebé."

Os resultados sugerem que as mães trabalhadoras são diferentes em vários níveis das mães que não trabalham. Por exemplo, observou McMunn que as mães com empregoremunerado são mais propensas a ter uma melhor educação, a ter mais dinheiro e estar menos deprimidas.

Dito isto, as formas em que os antecedentes laborais da mãe poderiam afectar o desenvolvimento dos seus filhos parecem ter muito a ver com o sexo da criança. Segundo o estudo, parece que as meninas são mais afectadas por padrões de trabalho materno que os meninos.

De facto, refere o estudo, as meninas pareciam ter mais problemas do que os meninos (em termos de início de dificuldades comportamentais aos cinco anos) em famílias onde o pai era o único que ganhava e as mães não trabalhavam, em comparação com famílias em que ambos os pais trabalhavam, disseram os investigadores.

Pelo contrário, uma dinâmica inversa, na qual a mãe era quem ganhava o sustento da casa (em vez de uma casa com duas fontes de rendimento), os meninos pareciam ter mais dificuldades comportamentais do que meninas.

No entanto, o estudo reforça as provas anteriores de que os problemas comportamentais aos cinco anos surgem com mais frequência (embora nem sempre) em lares onde ambos os pais são confrontados com o desemprego, como os constituídos por mães solteiras.